Amor eterno
Amor perdido
Amor-perfeito
Amor devido
Amor cego
Amor visível
Amor palpável
Amor perigo
...
...
...
Bom mesmo é amor vivido
Priscila Catão
17/07/03
17h
...
................................................... Ensaios e experimentos no universo das artes .............................................................
quarta-feira, 6 de abril de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Desdobramentos
A sensibilidade que se traduz assim...
Valeu, Andréa, por tudo, por muito...
Eis que o papel no acaso se tornou. De uma vez se fez um alguém, e enquanto as palavras traduziam-se em possibilidades, as ruas se escreviam como palavras. A luz cedeu lugar ao encontro. Casas transformaram-se em gestos, portões em emoções. Cores refizeram-se sensações. O que era certo virou raro, e inexato fez-se singular. Abrigado converteu-se em construído. A beleza se assumiu como clareza. O fiel se concretizou sublime. O sonho acordou e logo tratou de tornar-se realidade. Foi aí que a escrita revelou-se afinidade, o tempo ocupou-se de ser sentido, e o amor, transcendendo, declarou-se amizade.
(Andréa Silveira)
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Valeu, Andréa, por tudo, por muito...
Eis que o papel no acaso se tornou. De uma vez se fez um alguém, e enquanto as palavras traduziam-se em possibilidades, as ruas se escreviam como palavras. A luz cedeu lugar ao encontro. Casas transformaram-se em gestos, portões em emoções. Cores refizeram-se sensações. O que era certo virou raro, e inexato fez-se singular. Abrigado converteu-se em construído. A beleza se assumiu como clareza. O fiel se concretizou sublime. O sonho acordou e logo tratou de tornar-se realidade. Foi aí que a escrita revelou-se afinidade, o tempo ocupou-se de ser sentido, e o amor, transcendendo, declarou-se amizade.
(Andréa Silveira)
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Revolução das Letras
Texto usado no artigo "Sublima-dor: considerações sobre dor e sublimação nos limites do pulsional", com a proposta de uma escrita que dá margem a outras significações, quando se faz a substituição das palavras à revelia dos seus desejos.
REVOLUÇÃO DAS LETRAS
Papel quis ser desencontro, viveiro transformou-se em silêncio. Abismo fez as vezes da luz, uma vez que vez cismou em ser morte. Ruas transfiguraram-se em letras, casas optaram por ser restos. Portões viraram buracos, e cores se firmaram como vazios. Certo decidiu ser cego. Escrita insistiu em ser dor. Abrigado se fez perdido. Caminho tomou o lugar da beleza. Nada substituiu o sonho. Fiel acabou sendo cruel. O amor fugiu e foi ser tempo. Enciumado, o tempo converteu-se em amor.
Assim sendo...
Era uma vez...
Um viveiro de palavras
Um distraído papel e...
Luz!
Por entre as ruas
Casas se espalham
Abrem seus portões
Criam cores infindas
Revelam o ponto certo
De um espaço abrigado
Na beleza entre o dito
E o que há de ser dito.
Nesse espaço
Surge ela.
É a escrita que vem
Essa escrita que não cala
Que gravita o sonho
No fiel tempo inexato do amor.
Priscila Catão
23/08/10
23h58
REVOLUÇÃO DAS LETRAS
Papel quis ser desencontro, viveiro transformou-se em silêncio. Abismo fez as vezes da luz, uma vez que vez cismou em ser morte. Ruas transfiguraram-se em letras, casas optaram por ser restos. Portões viraram buracos, e cores se firmaram como vazios. Certo decidiu ser cego. Escrita insistiu em ser dor. Abrigado se fez perdido. Caminho tomou o lugar da beleza. Nada substituiu o sonho. Fiel acabou sendo cruel. O amor fugiu e foi ser tempo. Enciumado, o tempo converteu-se em amor.
Assim sendo...
Era uma vez...
Um viveiro de palavras
Um distraído papel e...
Luz!
Por entre as ruas
Casas se espalham
Abrem seus portões
Criam cores infindas
Revelam o ponto certo
De um espaço abrigado
Na beleza entre o dito
E o que há de ser dito.
Nesse espaço
Surge ela.
É a escrita que vem
Essa escrita que não cala
Que gravita o sonho
No fiel tempo inexato do amor.
Priscila Catão
23/08/10
23h58
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
...
Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei
Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar
Inverno
(Adriana Calcanhotto)
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei
Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar
Inverno
(Adriana Calcanhotto)
domingo, 1 de agosto de 2010
Jazz e o 'jeitin' mineiro de se viver
Que Belo Horizonte só não é perfeita porque não tem praia, isso é fato. E é justamente diante dessa falta que o mineiro aproveita seus fins-de-semana em parques e praças, que no final das contas acaba virando um mar... de gente. Mas o que tanto os mineiros procuram nesses espaços públicos, tão estáticos e repletos de mesmice? Aí é onde Minas faz a diferença, sobretudo em julho, quando todos desengavetam seus sobretudos e vão curtir um friozinho. Frio básico, nem muito, nem pouco. A diferença é que, de quando em vez - e em julho, de vez em sempre - encontramos de surpresa os palcos lá montados (sim, de surpresa, porque quase nunca os eventos são amplamente divulgados!), e nos damos conta de que ali, bem ali na nossa frente, acontecerá uma apresentação teatral, de dança, ou musical. Uma peça infantil, uma dança contemporânea, ou - melhor ainda -um sambinha, um chorinho, um blues, ou um jazz. E pior ainda - de excelente qualidade!! Gente boa, como diria a professora Osmandina.
Neste final de semana foi-nos permitido experienciar um desses instantes extáticos na Praça do Papa, no festival I Love Jazz 2010, evento que traz músicos dos mais variados países (incluindo o Brasil) ao Brasil, passando por Belo Horizonte, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro (fica a dica). Marcado seu início para as 17 horas, o público já se antecipara em se distribuir pela praça: sentados nas cadeiras do evento ou trazidas de casa, espalhados pela grama, alguns bem equipados com vinhos, taças, saca-rolhas e balde de gelo, para o tin-tin, outros só com o vinho e os copos de plástico mesmo, para o clap-clap.
Uns com olhos bem atentos, outros com ouvidos bem abertos, já dizia o Sérgio Sampaio. No fim, todos com a mesma intenção: curtir uma boa música, um belo tributo a Ella Fitzgerald com o grupo Happy Feet Jazz Band, uma variante vertiginosa do jazz ao blues com a argentina Antigua Jazz Band, e o bom e velho jazz americano do The Judy Carmichael Seven.
É incrível ver refletido o efeito que o jazz provoca nas pessoas com seu ritmo "fora de tempo", com seus instrumentos de sopro roucos, com seus instrumentos de percussão um tanto excêntricos. Um caminho entre o fascínio e a estranheza. É igualmente tocante observar esse estilo incialmente gerado no ventre dos guetos, dos pobres e dos negros, agora exaltado por ricos e brancos. Questão histórica mesmo. E questão de bom gosto. Uma bela história que não se deve deixar jamais esquecer. A alma negra habita o jazz, porque dela foi gerado, parido, e criado. Não nos esqueçamos disso, dessa força, essa intrigante força que a verdadeira boa música tem de atravessar, de persistir, de transcender, e de estar presente e ao vivo, num dia de julho, num dia de praça, de vinho, de frio e de paz.
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sexta-feira, 30 de julho de 2010
Brinquedos Estrela 1987
Minha geeeeeeeeeeeeeeeeeente!!!! Eu estava no rastro desse vídeo faz um século!!! Quem não se lembra desse jingle!?!?!? Agora duas coisas me foram estranhas: uma é que, em minha memória, a propaganda terminava com todas as crianças correndo em direção a um hall repleto de brinquedos Estrela!!! Terá sido fantasia minha!?!?!? E outra é que não me recordo da existência das garotas lésbicas (Les Girls)!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Bom, no mais, aproveitem!!!
(Vide link pro youtube)
Jingle:
A estrela é nossa companheira, nossa brincadeira, nossa diversão.
A estrela entende a gente, traz sempre pra gente uma nova invenção.
Todo segredo, de um brinquedo, vive na nossa emoção.
Toda criança, tem uma Estrela, dentro do coração.
Meu Querido Poney, Sapeca e Bambina,Moranguinho e sua coleção.
Ponte Car, Kork, Comandos em Ação, Jogo da Operação
Pimenta e Lig, Escolinha da Moda, Chuquinha, Trombada e Dragão.
E os Super Powers protegem a Barbie, a estrela da constelação.
Todo segredo de um brinquedo, vive na nossa emoção
Toda criança tem uma estrela, dentro do coração.
A Estrela estrelando, brincando com a gente, e a gente brincando feliz.
A vida é um sonho, e o sonho é da gente, criança estrelando feliz.
Todo segredo de um brinquedo, vive na nossa emoção.
Toda criança tem uma estrela, dentro do coração.
Toda criança tem uma estrela, dentro do coração.
http://www.youtube.com/watch?v=RRsAD_MvZpQ&feature=player_embedded
Bom, no mais, aproveitem!!!
(Vide link pro youtube)
Jingle:
A estrela é nossa companheira, nossa brincadeira, nossa diversão.
A estrela entende a gente, traz sempre pra gente uma nova invenção.
Todo segredo, de um brinquedo, vive na nossa emoção.
Toda criança, tem uma Estrela, dentro do coração.
Meu Querido Poney, Sapeca e Bambina,Moranguinho e sua coleção.
Ponte Car, Kork, Comandos em Ação, Jogo da Operação
Pimenta e Lig, Escolinha da Moda, Chuquinha, Trombada e Dragão.
E os Super Powers protegem a Barbie, a estrela da constelação.
Todo segredo de um brinquedo, vive na nossa emoção
Toda criança tem uma estrela, dentro do coração.
A Estrela estrelando, brincando com a gente, e a gente brincando feliz.
A vida é um sonho, e o sonho é da gente, criança estrelando feliz.
Todo segredo de um brinquedo, vive na nossa emoção.
Toda criança tem uma estrela, dentro do coração.
Toda criança tem uma estrela, dentro do coração.
http://www.youtube.com/watch?v=RRsAD_MvZpQ&feature=player_embedded
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Nunca é tarde, sempre é tarde (Sílvio Fiorani)
Este conto foi retirado de minha memória do livro "Contos contemporâneos", que tivemos que estudar no ensino médio. Do nada, o título me ocorria, e me corria, até enfim sair, e entrar no blog. Vamos a ele:
Conseguiu aprontar-se mas não teve tempo de guardar o material de maquiagem espalhado sobre a penteadeira. Olhou-se no espelho. Nem bonita, nem feia. Secretária. Sou uma secretária, pensou, procurando conscientizar-se. Não devo ser, no trabalho, nem bonita, nem feia. Devo me pintar, vestir-me bem, mas sem exagero. Beleza mesmo é pra fim-de-semana. Nem bonita, nem feia, disse consigo mesma. Concluiu que não havia tempo nem para o café. Cruzou a sala e o hall em disparada, na direção da porta de saída, ao mesmo tempo em que gritava para a mãe envolvida pelos vapores da cozinha, eu como alguma coisa lá mesmo. Sempre tal alguém com alguma bolachinha disponível. Café nunca falta. A mãe reclamou mais uma vez. Você acaba doente, Su. Assim não pode. Assim, não. Su, enlouquecida pela pressa, nada ouviu. Poucas vezes ouvia o que a mãe lhe dizia. Louca de pressa, ia sair, avançou a mão para a maçaneta da porta e assustou-se. A campainha tocou naquele exato momento. Quem haveria de ser àquela hora? A campainha era insistente. Algum dedo nervosos apertava-a sem tréguas. A campainha. Su acordou finalmente com o tilintar vibrante do despertar Westclox e se deu conta de que sequer havia se levantado. Raios. Tudo por fazer. Mesmo que acordasse em tempo, tinha sempre que correr, correr. Tinha tudo cronometrado, desde o levantar-se até o retoque do batom e o perfumezinho final. Exploit da Atkinsons. Perfume quente. Mais ou menos quente. Esqueceu onde havia deixado o relógio de pulso . Perambulou nervosamente pela casa procurando-o. Atrasou alguns preciosos minutos. A mãe achou-o sobre a mesinha do telefone. Su colocou-o no pulso. Viu as horas. Havia conseguido aprontar-se, mas não teve tempo de guardar o material de maquiagem espalhado sobre a penteadeira. Olhou-se no espelho. Nem bonita, nem feia, pensou duas vezes. Vou ficar bonita mesmo só no sábado. Não havia tempo nem para o café. Cruzou em disparada a sala e o hall, em direção à porta de saída, ao mesmo tempo em que gritava para a mãe, bolachinha disponível. Avançou a mão para a fechadura e assustou-se com o toque insistente da campainha. Algum dedo nervoso. O Westclox. Su acordou e deu-se conta mais uma vez da trágica e permanente verdade de que ainda não estava pronta(!) Levantou-se de um ímpeto. Correu ao banheiro, voltou do banheiro, vestiu-se com a roupa estrategicamente deixada sobre a cadeira na noite anterior. Ao sentar-se mais uma vez frente ao espelho, notou que, embora não tivesse ainda se pintado, o material de maquiagem já estava espalhado sobre a penteadeira. O batom aberto e usado, o Exploit desastradamente destampado, evaporando. O despertador tocou novamente. Ou tocou finalmente. E estava com toda corda, pois demorou a silenciar. Mesmo assim, Su andou pela casa toda, tentando desesperadamente acordar-se. Ocorreu afinal a idéia de pedir ajuda à mãe. Esta, envolvida pelos vapores da cozinha, mostrou-se compreensiva. Está bem, Su. Espere só um instantinho que eu vou lá no quarto te acordar.
Silvio Fiorani
Conseguiu aprontar-se mas não teve tempo de guardar o material de maquiagem espalhado sobre a penteadeira. Olhou-se no espelho. Nem bonita, nem feia. Secretária. Sou uma secretária, pensou, procurando conscientizar-se. Não devo ser, no trabalho, nem bonita, nem feia. Devo me pintar, vestir-me bem, mas sem exagero. Beleza mesmo é pra fim-de-semana. Nem bonita, nem feia, disse consigo mesma. Concluiu que não havia tempo nem para o café. Cruzou a sala e o hall em disparada, na direção da porta de saída, ao mesmo tempo em que gritava para a mãe envolvida pelos vapores da cozinha, eu como alguma coisa lá mesmo. Sempre tal alguém com alguma bolachinha disponível. Café nunca falta. A mãe reclamou mais uma vez. Você acaba doente, Su. Assim não pode. Assim, não. Su, enlouquecida pela pressa, nada ouviu. Poucas vezes ouvia o que a mãe lhe dizia. Louca de pressa, ia sair, avançou a mão para a maçaneta da porta e assustou-se. A campainha tocou naquele exato momento. Quem haveria de ser àquela hora? A campainha era insistente. Algum dedo nervosos apertava-a sem tréguas. A campainha. Su acordou finalmente com o tilintar vibrante do despertar Westclox e se deu conta de que sequer havia se levantado. Raios. Tudo por fazer. Mesmo que acordasse em tempo, tinha sempre que correr, correr. Tinha tudo cronometrado, desde o levantar-se até o retoque do batom e o perfumezinho final. Exploit da Atkinsons. Perfume quente. Mais ou menos quente. Esqueceu onde havia deixado o relógio de pulso . Perambulou nervosamente pela casa procurando-o. Atrasou alguns preciosos minutos. A mãe achou-o sobre a mesinha do telefone. Su colocou-o no pulso. Viu as horas. Havia conseguido aprontar-se, mas não teve tempo de guardar o material de maquiagem espalhado sobre a penteadeira. Olhou-se no espelho. Nem bonita, nem feia, pensou duas vezes. Vou ficar bonita mesmo só no sábado. Não havia tempo nem para o café. Cruzou em disparada a sala e o hall, em direção à porta de saída, ao mesmo tempo em que gritava para a mãe, bolachinha disponível. Avançou a mão para a fechadura e assustou-se com o toque insistente da campainha. Algum dedo nervoso. O Westclox. Su acordou e deu-se conta mais uma vez da trágica e permanente verdade de que ainda não estava pronta(!) Levantou-se de um ímpeto. Correu ao banheiro, voltou do banheiro, vestiu-se com a roupa estrategicamente deixada sobre a cadeira na noite anterior. Ao sentar-se mais uma vez frente ao espelho, notou que, embora não tivesse ainda se pintado, o material de maquiagem já estava espalhado sobre a penteadeira. O batom aberto e usado, o Exploit desastradamente destampado, evaporando. O despertador tocou novamente. Ou tocou finalmente. E estava com toda corda, pois demorou a silenciar. Mesmo assim, Su andou pela casa toda, tentando desesperadamente acordar-se. Ocorreu afinal a idéia de pedir ajuda à mãe. Esta, envolvida pelos vapores da cozinha, mostrou-se compreensiva. Está bem, Su. Espere só um instantinho que eu vou lá no quarto te acordar.
Silvio Fiorani
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Não Identificado (Caetano Veloso)
Eu vou fazer uma canção pra ela
Uma canção singela, brasileira
Para lançar depois do carnaval
Eu vou fazer um iê-iê-iê romântico
Um anticomputador sentimental
Eu vou fazer uma canção de amor
Para gravar um disco voador
Uma canção dizendo tudo a ela
Que ainda estou sozinho, apaixonado
Para lançar no espaço sideral
Minha paixão há de brilhar na noite
No céu de uma cidade do interior
Como um objeto não identificado
Uma canção singela, brasileira
Para lançar depois do carnaval
Eu vou fazer um iê-iê-iê romântico
Um anticomputador sentimental
Eu vou fazer uma canção de amor
Para gravar um disco voador
Uma canção dizendo tudo a ela
Que ainda estou sozinho, apaixonado
Para lançar no espaço sideral
Minha paixão há de brilhar na noite
No céu de uma cidade do interior
Como um objeto não identificado
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