................................................... Ensaios e experimentos no universo das artes .............................................................

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Brinquedos Estrela 1987

Minha geeeeeeeeeeeeeeeeeente!!!! Eu estava no rastro desse vídeo faz um século!!! Quem não se lembra desse jingle!?!?!? Agora duas coisas me foram estranhas: uma é que, em minha memória, a propaganda terminava com todas as crianças correndo em direção a um hall repleto de brinquedos Estrela!!! Terá sido fantasia minha!?!?!? E outra é que não me recordo da existência das garotas lésbicas (Les Girls)!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Bom, no mais, aproveitem!!!
(Vide link pro youtube)

Jingle:

A estrela é nossa companheira, nossa brincadeira, nossa diversão.
A estrela entende a gente, traz sempre pra gente uma nova invenção.
Todo segredo, de um brinquedo, vive na nossa emoção.
Toda criança, tem uma Estrela, dentro do coração.
Meu Querido Poney, Sapeca e Bambina,Moranguinho e sua coleção.
Ponte Car, Kork, Comandos em Ação, Jogo da Operação
Pimenta e Lig, Escolinha da Moda, Chuquinha, Trombada e Dragão.
E os Super Powers protegem a Barbie, a estrela da constelação.
Todo segredo de um brinquedo, vive na nossa emoção
Toda criança tem uma estrela, dentro do coração.
A Estrela estrelando, brincando com a gente, e a gente brincando feliz.
A vida é um sonho, e o sonho é da gente, criança estrelando feliz.
Todo segredo de um brinquedo, vive na nossa emoção.
Toda criança tem uma estrela, dentro do coração.
Toda criança tem uma estrela, dentro do coração.



http://www.youtube.com/watch?v=RRsAD_MvZpQ&feature=player_embedded

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Nunca é tarde, sempre é tarde (Sílvio Fiorani)

Este conto foi retirado de minha memória do livro "Contos contemporâneos", que tivemos que estudar no ensino médio. Do nada, o título me ocorria, e me corria, até enfim sair, e entrar no blog. Vamos a ele:



Conseguiu aprontar-se mas não teve tempo de guardar o material de maquiagem espalhado sobre a penteadeira. Olhou-se no espelho. Nem bonita, nem feia. Secretária. Sou uma secretária, pensou, procurando conscientizar-se. Não devo ser, no trabalho, nem bonita, nem feia. Devo me pintar, vestir-me bem, mas sem exagero. Beleza mesmo é pra fim-de-semana. Nem bonita, nem feia, disse consigo mesma. Concluiu que não havia tempo nem para o café. Cruzou a sala e o hall em disparada, na direção da porta de saída, ao mesmo tempo em que gritava para a mãe envolvida pelos vapores da cozinha, eu como alguma coisa lá mesmo. Sempre tal alguém com alguma bolachinha disponível. Café nunca falta. A mãe reclamou mais uma vez. Você acaba doente, Su. Assim não pode. Assim, não. Su, enlouquecida pela pressa, nada ouviu. Poucas vezes ouvia o que a mãe lhe dizia. Louca de pressa, ia sair, avançou a mão para a maçaneta da porta e assustou-se. A campainha tocou naquele exato momento. Quem haveria de ser àquela hora? A campainha era insistente. Algum dedo nervosos apertava-a sem tréguas. A campainha. Su acordou finalmente com o tilintar vibrante do despertar Westclox e se deu conta de que sequer havia se levantado. Raios. Tudo por fazer. Mesmo que acordasse em tempo, tinha sempre que correr, correr. Tinha tudo cronometrado, desde o levantar-se até o retoque do batom e o perfumezinho final. Exploit da Atkinsons. Perfume quente. Mais ou menos quente. Esqueceu onde havia deixado o relógio de pulso . Perambulou nervosamente pela casa procurando-o. Atrasou alguns preciosos minutos. A mãe achou-o sobre a mesinha do telefone. Su colocou-o no pulso. Viu as horas. Havia conseguido aprontar-se, mas não teve tempo de guardar o material de maquiagem espalhado sobre a penteadeira. Olhou-se no espelho. Nem bonita, nem feia, pensou duas vezes. Vou ficar bonita mesmo só no sábado. Não havia tempo nem para o café. Cruzou em disparada a sala e o hall, em direção à porta de saída, ao mesmo tempo em que gritava para a mãe, bolachinha disponível. Avançou a mão para a fechadura e assustou-se com o toque insistente da campainha. Algum dedo nervoso. O Westclox. Su acordou e deu-se conta mais uma vez da trágica e permanente verdade de que ainda não estava pronta(!) Levantou-se de um ímpeto. Correu ao banheiro, voltou do banheiro, vestiu-se com a roupa estrategicamente deixada sobre a cadeira na noite anterior. Ao sentar-se mais uma vez frente ao espelho, notou que, embora não tivesse ainda se pintado, o material de maquiagem já estava espalhado sobre a penteadeira. O batom aberto e usado, o Exploit desastradamente destampado, evaporando. O despertador tocou novamente. Ou tocou finalmente. E estava com toda corda, pois demorou a silenciar. Mesmo assim, Su andou pela casa toda, tentando desesperadamente acordar-se. Ocorreu afinal a idéia de pedir ajuda à mãe. Esta, envolvida pelos vapores da cozinha, mostrou-se compreensiva. Está bem, Su. Espere só um instantinho que eu vou lá no quarto te acordar.




Silvio Fiorani

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Não Identificado (Caetano Veloso)

Eu vou fazer uma canção pra ela
Uma canção singela, brasileira
Para lançar depois do carnaval

Eu vou fazer um iê-iê-iê romântico
Um anticomputador sentimental

Eu vou fazer uma canção de amor
Para gravar um disco voador

Uma canção dizendo tudo a ela
Que ainda estou sozinho, apaixonado
Para lançar no espaço sideral

Minha paixão há de brilhar na noite
No céu de uma cidade do interior
Como um objeto não identificado