REVOLUÇÃO DAS LETRAS
Papel quis ser desencontro, viveiro transformou-se em silêncio. Abismo fez as vezes da luz, uma vez que vez cismou em ser morte. Ruas transfiguraram-se em letras, casas optaram por ser restos. Portões viraram buracos, e cores se firmaram como vazios. Certo decidiu ser cego. Escrita insistiu em ser dor. Abrigado se fez perdido. Caminho tomou o lugar da beleza. Nada substituiu o sonho. Fiel acabou sendo cruel. O amor fugiu e foi ser tempo. Enciumado, o tempo converteu-se em amor.
Assim sendo...
Era uma vez...
Um viveiro de palavras
Um distraído papel e...
Luz!
Por entre as ruas
Casas se espalham
Abrem seus portões
Criam cores infindas
Revelam o ponto certo
De um espaço abrigado
Na beleza entre o dito
E o que há de ser dito.
Nesse espaço
Surge ela.
É a escrita que vem
Essa escrita que não cala
Que gravita o sonho
No fiel tempo inexato do amor.
Priscila Catão
23/08/10
23h58
Hmm... cara, lindo! :)
ResponderExcluirMas não sei o que é o sublima-dor.